segunda-feira, 17 de novembro de 2014

As Primeiras Manifestações de montanhismo no Brasil


Não podemos fixar uma data para o começo do montanhismo no Brasil, muito menos achar a paternidade, porque nada disso aconteceu. O montanhismo brasileiro simplesmente apareceu de forma natural entre os séculos XVIII e XIX e evoluiu por conta dos próprios brasileiros e também dos imigrantes. 
As primeiras atividades nas montanhas brasileiras foram realizadas por garimpeiros e caçadores, e ainda não sabemos nada com relação aos nossos índios. Os jesuítas, muitos deles imigrantes, também já se aventuravam pelos topos das nossas montanhas em 1.700. Por exemplo, o Pico do Papagaio (2.293 m), situado Aiuruoca (MG), já era visitado por jesuítas e pelos escravos em 1726. Os picos da Serra do Caraça (MG), como Inficionado (2.068m), Sol (2.072 m) e Carapuça (1.909m), provavelmente foram subidos pelos jesuítas entre 1770 e 1780. E os topos de outras montanhas mineiras, entre eleas o Itambé (2.044 m) e Itacolomi (1.620 m), provavelmente já foram visitadas ao longo do século XVIIII pelos jesuítas, garimpeiros o caçadores. 
Em 1763, as pessoas já iam pelo menos até a base das Agulhas Negras (áreas próxima onde fica hoje o abrigo Massenas), porque o primeiros registro de neve no Brasile veio de lá e foi naquele ano. Aliás, ninguém sabe ao certo quem e quando o Pico das Agulhas Negras (2.791 m) foi subido pela primeira vez, sabe-se apenas que as primeiras tentativas conhecidas foram feitas em 1856, por José Franklin da Silva (Massena) e colaboradores. Porém, o crédito é dado a Horácio de Carvalho e José Borba que, segundo relatos, chegaram ao topo em 1898”. Todavia, o ponto culminante das Agulhas Negras só seria alcançado em 1919, por Carlos Spierling, Oswaldo leal e João Freitas. 
Neste mesmo século (XIX), o Pão de Açúcar entra em destaque na história do montanhismo nacional. A primeira ascensão conhecida, em 1817, foi atribuída à inglesa Henrietta Carsteirs. Em 1851, 1877 e 1899, várias pessoas, estrangeiras e brasileiras escalaram o Pão de Açúcar e posteriormente as subidas se tornaram freqüentes. As primeiras ascensões tiveram uma certa conotação nacionalista, mas posteriormente passaram a ser manifestações puramente esportivas. Poderia ter nascido aí o montanhismo brasileiro, porque depois de várias outras montanhas foram subidas pelo mesmo propósito, o de aventura esportiva. 
A Pedra da Gávea (842m), também na Cidade do Rio de Janeiro, foi subida antes de 1828 e na década de 1920, a via de acesso era considerada uma escalada técnica, como relata a Ata da primeira excursão oficial do Centro Excursionista Brasileiro, fundado em 1919. (...) O problema é que não há registro histórico das primeiras ascensões de algumas de nossas montanhas. De qualquer forma, varias outras de dificuldade técnica igual ou inferior à Pedra da Gávea e o Pão de Açúcar foram subidas em alguns estados brasileiros, por exemplo:
  • A Pedra do Sino (2.263m), em Teresópilos (RJ), foi subida pela primeira vez pelo escocês George Gardner e dois mateiros de Teresópolis, em 1841;
  • O Pico da Bandeira (2.891m), Minas Gerais, foi subido em 1859 a mando de Dom Pedro II (mas é possível que tenha sido subido antes);
  • O Pico Olimpo (1.539 m), na Serra do Marumbi (PR), foi escalado em 1879 pelo Joaquim Olimpio de Miranda e colaboradores;
  • O Monte Roraima (2.723 m) em 1884, pelo inglês Everar Im Thurm;
  • O Pico Forno Grande (2.039 m), situado no Estado do Espírito Santo, foi subido em 1908 pelos irmãos Agostinho e colaboradores
O Dedo de Deus é o símbolo do montanhismo brasileiro, não só pela sua beleza e imponência, como por sua história que, de acordo com a maioria dos montanhistas, marca o início da escalada técnica (alpinismo) no Brasil, fato que aconteceu em grande estilo e foi realmente um marco importante e de repercussão internacional. Um evento que bastante divulgado à época e com enorme apelo popular. E tudo aconteceu em 1912.

** Baseado no livro Montanhismo Brasileiro, Paixão e Aventura de Antonio Paulo Faria, 2006, p. 64 a 67.


sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Picos das Três Orelhas (1430 m) (Mangaratiba)



O conhecimento do Parque de Cunhambebe é ainda superficial, até mesmo porque ele ainda não dispõe de nenhuma estrutura ou sequer de uma simples portaria.

O Parque é muito recortado e dividido em uma dezena de setores. Seu miolo fica a oeste e é constituído pelas Serras do Piloto, do Sinfrônio, das Três Orelhas e do Pinto. Para os praticantes de montanhismo, o mais interessante dos setores fica em Mangaratiba: é o da Serra das Três Orelhas, assim chamada devido às três corcovas rochosas que aparecem em sucessão. Talvez seja melhor avistar do que visitar esta formação – segundo soube, a trilha encontra-se muito fechada, pois não é percorrida há cerca de 2 anos e meio.

Mas perto dela existem duas belas montanhas: as Pedras Chata e do Fogo, ambas acima de 1.500m. Os acessos a estas duas formações partem de Lídice, vila que é um distrito de Rio Claro, e bem mais interessante do que este. Eles são parecidos, 8 a 9 km em estradinhas de terra em condições razoáveis, pelo menos no inverno. Suas trilhas percorrem íngremes encostas inseridas na floresta exuberante, com ascensões de 550 a 600 metros.

A Pedra Chata é mais conhecida, com uma subida na direção sul de 4 km, que pode ser feita em 2½ hs. Já o caminho da Pedra do Fogo é mais longo, com 7.5 km no rumo sudeste, que passa por trechos mal definidos de mata e pode demandar até 5 hs só de ida. Do alto das pedras, há uma linda vista da superfície do mar, que envolve a Restinga de Marambaia e banha a planície de Porto Belo, bem como das Três Orelhas e do sertão de Rio Claro.

Igualmente, existem os acessos a duas outras montanhas que, devido aos seus formatos sugestivos, podem ser reconhecidas de longe. São ambas pertencentes à Serra das Três Orelhas - o Pão de Açúcar e o Pico do Papagaio. Confesso, porém, que tenho dificuldade em imaginar as razões para estes nomes, pois não se parecem com seus modelos. Este interessante conjunto de cumes próximos é considerado com razão o cartão postal do Parque.

Comentando sobre os principais pontos turísticos do Parque Estadual Cunhambebe, vamos falar do Pico Três Orelhas, essa formação rochosas projetada na vertente da Serra do Mar, voltada para Rio Ingaíba (Mangaratiba). Possuí escarpas e cercadas de floresta, são difícil acesso, o maior pico chamado de Orelha Maior tem 1430 metros segundo IBGE

 Três Orelhas





Aceitamos doações de fotografias do Pico Três Orelhas, Pedra Chata e Pão de Açucar para Compartilhar com nossos visitante, para que possam vê a necessidade de preservar essa área de esplêndida beleza.

Download Wallpaper grátis: 1600 × 1200  
Crédito:Refugio Limpa Trilha

BREVE HISTÓRIA DO MONTANHISMO

O Texto completo pode ser lido em "Escale Melhor e com Mais Segurança", ou no site da Companhia da Escalada

Os europeus diriam que foi em 1786, com a conquista do Mont Blanc (4.808m), ponto culminante dos Alpes, na fronteira França - Itália. Mas, dependendo do que se considera montanhismo, pode até ter sido antes. Aliás, boa pergunta: o que se define por montanhismo? É quando se escala apenas por puro prazer e realização pessoal, ou também quando se é movido por razões religiosas, científicas, econômicas ou até militares?
Estátua de Saussure e Balmat com o Mont Blanc ao fundo Chamonix, França. Foto dos autores.
Alguns historiadores consideram a ascensão do poeta italiano Francesco Petrarca ao Mont Ventoux (1.912m), na França, em 24 de abril de 1336, como a primeira ascensão documentada de uma montanha com fins puramentes pessoais – no caso, para fazer reflexões filosóficas -, sem desejo de conquista ou exploração. Petrarca descreveu1 com tanta riqueza de detalhes a beleza e os mistérios de sua jornada, que acabou sendo chamado de Pai do Alpinismo. Dois anos antes dele, em 1334, o filósofo Jean Buridan já havia feito o cume do Ventoux, a fim de buscar argumentos cosmológicos para seus escritos. Pouco depois, em 1358, Boniface Rostario d’Asti fez o cume do Rochemelon (3.557m), na região do Piemonte, Itália, que acabou se tornando local de peregrinação. Esta foi a primeira ascensão conhecida de um cume com mais de 3.000m nos Alpes. Mas, para outros estudiosos, foi Antoine de Ville quem fez o primeiro cume que de fato envolveu escalada, indo além de uma simples caminhada de altitude, ao chegar ao cume do Mont Aiguille (2.087m), no maciço do Vercors, também na França, em 26 de junho de 1492. De Ville, no entanto, não escalou por motivação estritamente pessoal, já que o fez a mando do rei de França, Charles VIII.
O que faz esta primeira escalada ao Mont Blanc ser considerada como o marco zero do montanhismo é que, antes dela, nada mudara no mundo em função das ascensões conhecidas, já que elas não geraram nenhum movimento. Até então, só o vento, os dragões e os deuses reinavam nas alturas. Após o Mont Blanc, as montanhas deixaram de ser reinos terríveis, onde ninguém sobrevivia, nem mesmo por uma só noite, e passaram a ser exploradas e conhecidas de fato.
O Mont Blanc (4.808m) é o cume central na foto. A primeira ascensão foi feita pela crista à direita do grande glaciar que se vê ao centro. Foto dos autores.A revista espanhola Desnível, em seu editorial da edição de número 1422, define bem este movimento: “A partir de 1786, nada mais parou a busca da beleza que existe nas montanhas. A primeira ascensão ao Mont Blanc foi um grito no cume, cujo eco se estendeu por todo o mundo e que trouxe em seguida novas ascensões. Calou-se ali onde estavam preparados para entendê-lo”. E continua: “As repetições ao Mont Blanc e primeiras ascensões a cumes alpinos mais acessíveis, deram passo a objetivos mais desafiantes. Mas, acima de tudo, veio algo muito mais importante. Então, e não antes, se desencadeou um movimento que trouxe consigo um universo cultural próprio. Graças a ele, o alpinismo mundial se encheu de grandes obras pictóricas, literárias, fotográficas e cinematográficas”. 
O Mont Blanc não é a montanha mais alta da Europa, pois perde em altura para o Elbrus (5.642m), nos Cáucasos ocidentais, na Rússia, mas é a mais alta de todos os cumes vizinhos, que formam o epicentro do movimento alpinístico mundial. 
O século XIX

Aiguille du Midi (3.800m) em Chamonix, França. Foto dos autores.
Ao longo do século XIX, o Mont Blanc passou a dividir as atenções com outras montanhas dos Alpes, mas mesmo assim continuou sendo palco de realizações históricas. A primeira ascensão feminina ao Mont Blanc, por exemplo, aconteceu em 1808. 
O alpinismo, na primeira metade do século XIX, teve forte motivação científica. A alta montanha era um universo absolutamente novo, que despertava a curiosidade de pesquisadores dos mais diversos campos do saber. Depois, a partir de 1850, o alpinismo deixou a aura científica e passou a ser visto e praticado como um jogo, um esporte. Foi aí que ele viveu o que ficou conhecido como os anos dourados do alpinismo. Tomados de uma verdadeira febre ascensionista, alpinistas europeus, mas especialmente ingleses, passaram a conquistar todo e qualquer cume virgem. Para se ter uma idéia, somente nos Alpes, entre 1863 e 1865, foram registradas primeiras ascensões de mais de 100 cumes principais.
O Matterhorn (4.478m), também conhecido como Cervino, entre a Suíça e a Itália. Foto Andreas Roth.Também nesta época dourada e de grande efervescência surgiu entre os alpinistas o interesse em se reunir e organizar, o que levou à criação de inúmeros clubes e associações. Em 1857, foi fundado em Londres o primeiro clube de montanha da história, o The Alpine Club. Logo depois surgiram os clubes alpinos austríaco, suíço, italiano e alemão. Em 1874, foi fundado o Club Alpin Français, que apenas um ano depois já contava com mil sócios. Foi o britânico Albert Frederick Mummery, porém, quem criou as bases do alpinismo moderno, no final do século XIX. Com o tempo, já conquistados os cumes ainda virgens, a graça do jogo passou não mais a se escalar um cume pela primeira vez, mas sim alcançá-lo pelo seu lado mais difícil e desafiador. A mudança de mentalidade exigia novos materiais, foi então que surgiram os primeiros antecessores dos piolets e grampões, e quando se começou a usar cordas nas escaladas com o objetivo de proteger os escaladores.
Até o final do século XIX, várias dezenas de montanhas haviam sido conquistadas, não só nos Alpes, mas também em outras partes do planeta: em 1865, o Matterhorn (4.478m) - Cervino, para os italianos -, na divisa Suíça-Itália; em 1880, o Chimborazo (6.310m) no Equador; em 1889, o Kilimanjaro (5.895m), na África, e o Aconcágua (6.959m), em 1897, na Argentina. Tais ascensões difundiram o termo alpinismo pelos quatro cantos do mundo, tornando-o sinônimo de montanhismo, apesar dele ser originalmente um termo regional, assim como andinismo e himalaismo.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Visitação ao Parque Estadual do Cunhambebe

O parque ainda não tem sede própria.
Endereço: provisoriamente, o atendimento administrativo é na Gerência das Unidades de Conservação de Proteção Integral (Gepro),  Av. Venezuela, 110, sala 315 - Saúde - Rio -  RJ
Horário administrativo: 9h às 18h
Telefones: (21) 98596-8747 | 98596-5218

Adote a Conduta Consciente
  • Informe-se sobre normas e regulamentos dos locais que vai visitar.
  • Caminhe somente pelas trilhas; atalhos são perigosos e degradam o ambiente.
  • Deixe cada coisa em seu lugar; não risque pedras ou troncos de árvores.
  • Respeite a fauna e a flora: observe animais à distância, não os alimente, não cace nem colete espécies.
  • Não faça fogueiras.
  • Cuide do lixo que você produz até chegar a um ponto de coleta.
  • Leve materiais de primeiros socorros.
  • Informe às autoridades em caso de acidente.
Ao ar livrePasseios, caminhadas, escaladas e muitas outras atividades ao ar livre podem ser feitas sem perturbar o ambiente natural, por isto são atividades permitidas no interior dos parques.
E sempre bom lembrar que a prática de atividades recreativas e esportivas em áreas naturais oferece riscos, inclusive dentro de parques públicos. Saiba mais.
É bom lembrar também que a caça, a captura de animais e a retirada de plantas são condutas ilegais. 

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

sábado, 1 de novembro de 2014

Descrição do Parque Estadual do Cunhambebe


O Parque Estadual do Cunhambebe foi criado através do Decreto Estadual nº 41.358 em 13 de Junho de 2008 e possui 38 mil hectares de área e um perímetro de quase 920 quilômetros, com essa área o parque se transformou no o terceiro maior parque Fluminense, atrás apenas do Parque Estadual de Três Picos e do Parque Nacional da Serra da Bocaina.
Quanto aos municípios, Mangaratiba tem a maior área incluída no parque, com mais de 15.800 hectares, o que corresponde a 41% da área desta UC, e grande parte dessa área são de encostas elevadas desse município. Rio Claro tem quase 11.870 hectares incluídos no Parque, equivalentes à cerca de 31% de toda a área. As áreas inseridas no recorte que pertencem a esse município estão concentradas na proximidade dos divisores com os municípios litorâneos e na região da Represa de Ribeirão das Lages. Angra dos Reis responde por aproximadamente 27% de todo o parque, ou cerca de 10.350 hectares. Toda essa área está localizada nas partes médias e superiores das encostas da porção leste do município. Em Itaguaí o parque tem pouco impacto, pois a área desse município é inferior a 500 hectares, que representam somente 1,3% do território proposto para a UC. Essa área está localizada em um pequeno trecho no extremo oeste de Itaguaí e na porção superior da bacia do rio Mazomba.

Os objetivos de sua criação são: assegurar a preservação dos remanescentes de Mata Atlântica da porção fluminense da Serra do Mar, bem como recuperar as áreas degradadas ali existentes; possibilitar a conectividade dos maciços florestais da Bocaina e do Tinguá; manter populações de animais e plantas nativas e oferecer refúgio para espécies raras, vulneráveis, endêmicas e ameaçadas de extinção da fauna e flora nativas; preservar montanhas, cachoeiras e demais paisagens notáveis contidas em seus limites; oferecer oportunidades de visitação, recreação, aprendizagem, interpretação, educação, pesquisa, e relaxamento; estimular o turismo e a geração de empregos e renda; assegurar a continuidade dos serviços ambientais.

PARQUE ESTADUAL CUNHAMBEBE




A ideia surgiu com forma de preservar e fazer uma divulgação desse espaço que foi criada para preservação ambiental e temos poucos informações e divulgação.
Foi divulgar o trabalho de ecoturismo para melhorar a Proteção Ambiental do Parque Estadual Cunhambebe.
Planejo montar um acervo de fotos das principias pontos turísticos do PE Cunhambebe.
Quem quiser divulgar ou repassar a ideia por favor nos ajude, sendo com ecoturismo, como a divulgação de fotos e exposição de fotos de trilhas ou ecoturismo.  
nota para enviar fotos da área do Parque Estadual Cunhambebe envie para meu email; alv_ferreira@hotmail.com